Decisão atende ao pedido da DECCOR, em razão da análise da extração de dados de dispositivos eletrônicos.
A Justiça deferiu o pedido de dilação de prazo do inquérito da Operação Gabinete de Ouro, deflagrada pelo Departamento de Combate à Corrupção (DECCOR) da Polícia Civil do Piauí, que culminou com as prisões da ex-chefe de gabinete do ex-prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, Suelene Pessoa — conhecida como Sol Pessoa —, além do empresário Marcus Almeida de Moura, Mauro José de Sousa e Rafael Thiago Teixeira Ferreira.
Segundo a Polícia Civil, em razão das oitivas realizadas pelos investigados, sobretudo, da extração de dados dos aparelhos celulares apreendidos na fase ostensiva da Operação Gabinete de Ouro, era essencial que o prazo da investigação fosse elastecido, a fim de se aprofundar a apuração, diante do farto material constante nas extrações realizadas pela Polícia Civil do Piauí.
Com base nos novos elementos revelados, a DECCOR alcançou novos personagens envolvidos no esquema, que teria ramificações ainda mais amplas dentro da administração pública municipal de Teresina, na gestão do ex-prefeito Dr. Pessoa.
Diante dos novos indícios, os investigadores atuam para entender a relação entre os já investigados e outros personagens, com o objetivo de identificar a interação financeira com os envolvidos.
As investigações seguem sob sigilo, mas a expectativa é de que o inquérito avance com novos nomes sendo oficialmente incluídos no rol de investigados. A DECCOR reforça que o objetivo é apurar com profundidade todos os elementos que possam comprovar a existência de crimes contra a administração pública e garantir a responsabilização dos envolvidos.
O Departamento de Combate à Corrupção (DECCOR) da Polícia Civil do Piauí instaurou um novo inquérito policial para investigar quatro empresas no bojo da Operação Gabinete de Ouro, que apura a existência de um suposto esquema denominado “rachadinha”, na Prefeitura de Teresina, em que parte dos salários de servidores ou terceirizados era desviada, além de notas fiscais frias, e criação de empresas de fachada e movimentações financeiras atípicas.
A instauração do inquérito é um desdobramento das investigações da primeira fase da operação, que resultou na apreensão de vários documentos que ensejaram o novo procedimento.
Para a Polícia Civil, quatro novas empresas foram identificadas com relações diretas com alvos já investigados, que envolvem transações financeiras ainda não esclarecidas até o momento.